
Assisti a um caso de violência no namoro por parte de um casal muito próximo de mim e gostaria de partilhar essa má experiência.
Numa noite de Inverno estava com a minha amiga em casa do seu namorado; entretanto ele chegou a casa completamente bêbedo e com uma garrafa da cerveja na mão. Sem qualquer motivo, começou a implicar com a namorada.
A minha amiga não se rebaixou e começaram a discutir e chamar-se nomes impróprios - as coisas agravaram-se de tal maneira que chegou ao ponto de ele lhe bater e deixar lesões muito graves. Eu tentava evitar que o pior sucedesse, mas sem grande êxito… Foi um momento de muita aflição!
A páginas tantas, ele partiu a garrafa, que trazia na mão, e ameaçou cortá-la; felizmente, eu e a minha amiga conseguimos evitar o pior. Mas a discussão continuou (pareceram séculos) e ela acabou por agarrar num banco e atirar-lho, deixando-o deitado no chão, inconsciente; de seguida, pegou no namorado e deitou-o dentro da banheira, para ele ficar melhor da bebedeira. Depois de ele ter feito o mal, pediu-lhe desculpa, tal como acontece em quase todos os casos.
Pensei que a relação deles tinha terminado ali – e, diga-se, da pior maneira… Mas enganei-me! No dia seguinte estava tudo bem entre eles, como se nada se tivesse passado. Ainda tentei falar com a minha amiga, mas ela disse que aquilo que se tinha passado era apenas “um mau momento” porque a maior parte das vezes até se davam bem!
A minha pergunta é: como é que as pessoas conseguem fingir que estão bem, depois de terem passado por momentos como este? Como é que se pode fingir que há dignidade? Como é que se pode chamar “mau momento” a uma discussão tão grave como aquelas, que pôs em risco as suas próprias vidas? Em minha opinião não interessa se aquela discussão durou um segundo e os momentos felizes tenham durado um século… esse segundo de violência pesa muito mais do que todas as desculpas e beijos do mundo! Fingir o contrário é o pior remédio.
Numa noite de Inverno estava com a minha amiga em casa do seu namorado; entretanto ele chegou a casa completamente bêbedo e com uma garrafa da cerveja na mão. Sem qualquer motivo, começou a implicar com a namorada.
A minha amiga não se rebaixou e começaram a discutir e chamar-se nomes impróprios - as coisas agravaram-se de tal maneira que chegou ao ponto de ele lhe bater e deixar lesões muito graves. Eu tentava evitar que o pior sucedesse, mas sem grande êxito… Foi um momento de muita aflição!
A páginas tantas, ele partiu a garrafa, que trazia na mão, e ameaçou cortá-la; felizmente, eu e a minha amiga conseguimos evitar o pior. Mas a discussão continuou (pareceram séculos) e ela acabou por agarrar num banco e atirar-lho, deixando-o deitado no chão, inconsciente; de seguida, pegou no namorado e deitou-o dentro da banheira, para ele ficar melhor da bebedeira. Depois de ele ter feito o mal, pediu-lhe desculpa, tal como acontece em quase todos os casos.
Pensei que a relação deles tinha terminado ali – e, diga-se, da pior maneira… Mas enganei-me! No dia seguinte estava tudo bem entre eles, como se nada se tivesse passado. Ainda tentei falar com a minha amiga, mas ela disse que aquilo que se tinha passado era apenas “um mau momento” porque a maior parte das vezes até se davam bem!
A minha pergunta é: como é que as pessoas conseguem fingir que estão bem, depois de terem passado por momentos como este? Como é que se pode fingir que há dignidade? Como é que se pode chamar “mau momento” a uma discussão tão grave como aquelas, que pôs em risco as suas próprias vidas? Em minha opinião não interessa se aquela discussão durou um segundo e os momentos felizes tenham durado um século… esse segundo de violência pesa muito mais do que todas as desculpas e beijos do mundo! Fingir o contrário é o pior remédio.
Sandra Santos, n.º13, CEF 1B – Escola Secundária de Camarate
(Imagem: trabalho de Moisés - retirada do blog do sapo Edf-artes)