Tal como qualquer ser dotado de razão, não sou a favor da violência nos namoros, nem pouco mais ou menos, apesar de a minha experiência neste caso ser muito escassa, visto que não conheço nenhum caso; porém, como ser humano desta sociedade tenho uma opinião formada em relação a este aspecto e devido às minhas influências, quer Ocidentais quer Orientais, posso abordar este assunto consoante duas perspectivas que aparentam ser iguais mas que são completamente opostas; portanto passaremos ao que interessa:
Segundo a mentalidade Oriental, principalmente indiana, (generalizando os casos, pois é óbvio que existem, como em todo o lado, casos que fogem à regra):
Primeiro que tudo os namoros são muito escassos, dado que, segundo esta mentalidade, a mulher é prometida ao homem e só podem interagir quando se casarem; e, quando se realiza este processo (que segundo essa mentalidade é uma união para sempre) o amor, supostamente, irá predominar entre a relação e os noivos irão acompanhar-se até à morte. O homem, segundo esta mentalidade, praticamente adquire uma empregada multifunções a tempo inteiro e a custo zero (isto visto de uma maneira muito directa), pois a mulher tem como função fazer tudo o que passa pela cabeça do homem, desde as relações sexuais, não poder trabalhar (ou seja ter de se dedicar ao trabalho de casa em que tem que cuidar dos filhos, tratar da casa, deixar tudo impecável para o homem). E quando a mulher não corresponde aos desejos do homem acontece o óbvio: o homem agride-a sem qualquer tipo de rancor e julgando-se dono da razão, pois a mulher é inferior a ele.
Primeiro que tudo os namoros são muito escassos, dado que, segundo esta mentalidade, a mulher é prometida ao homem e só podem interagir quando se casarem; e, quando se realiza este processo (que segundo essa mentalidade é uma união para sempre) o amor, supostamente, irá predominar entre a relação e os noivos irão acompanhar-se até à morte. O homem, segundo esta mentalidade, praticamente adquire uma empregada multifunções a tempo inteiro e a custo zero (isto visto de uma maneira muito directa), pois a mulher tem como função fazer tudo o que passa pela cabeça do homem, desde as relações sexuais, não poder trabalhar (ou seja ter de se dedicar ao trabalho de casa em que tem que cuidar dos filhos, tratar da casa, deixar tudo impecável para o homem). E quando a mulher não corresponde aos desejos do homem acontece o óbvio: o homem agride-a sem qualquer tipo de rancor e julgando-se dono da razão, pois a mulher é inferior a ele.
Finalizando, recorrendo a um acontecimento predominante no Oriente, que aos nossos olhos é obviamente absurdo, a mulher caso tenha uma doença prolongada ou simplesmente deixe de realizar os desejos do homem (isto depois de ser agredida fisicamente) o homem tem o direito de pegar nos filhos e escolher outra mulher para viver.
Na minha sincera opinião, isto que se passa nalgumas culturas do Oriente é um puro desrespeito ao sexo feminino: tem de existir uma revolução da mulher, como aconteceu no mundo Ocidental no século XX, apesar de, ao longo do tempo, as coisas estarem a evoluir, esta sequência que eu transmiti ainda é muito frequente e a minha pergunta em relação a este caso é: onde está o amor?
Na minha sincera opinião, isto que se passa nalgumas culturas do Oriente é um puro desrespeito ao sexo feminino: tem de existir uma revolução da mulher, como aconteceu no mundo Ocidental no século XX, apesar de, ao longo do tempo, as coisas estarem a evoluir, esta sequência que eu transmiti ainda é muito frequente e a minha pergunta em relação a este caso é: onde está o amor?
Segundo a mentalidade Ocidental:
Nada posso dizer que vocês não saibam; penso que a maior parte de casos de violência no namoro dão-se devido a um membro do namoro estar numa época stressante e simplesmente descarregar na mulher, ou então existem muitas relações em que a mulher compromete-se a tratar do trabalho de casa e o homem chega a casa e não encontra as coisas como quer e… simplesmente agride a mulher - isto para não mencionar o mítico caso do casal que já tem 10 anos de relação e o homem começa a fartar-se da mulher, começa a depender mais do álcool etc., e, simplesmente agride, a mulher (e são casos como estes que também se podem aplicar aos casais homossexuais, ou aos casos em que é a mulher que realiza o papel de agressor).
Mas a minha dúvida é: numa sociedade como a nossa, em que o amor predomina em qualquer ser humano, como é que passado x anos de relação (em que a relação, supostamente, começou por amor) o ser humano simplesmente começa a agredir o seu acompanhante? Por muitos problemas que este tenha, descarregar no acompanhante, a quem declarou amor, é a solução?
Quer no Oriente que no Ocidente há valores que se avultam essenciais no amor: o respeito e a capacidade de se colocar no lugar do outro (ética de discussão de J. Habermas).
Quer no Oriente que no Ocidente há valores que se avultam essenciais no amor: o respeito e a capacidade de se colocar no lugar do outro (ética de discussão de J. Habermas).
Bilal Ahmad – 11.º M
