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quarta-feira, 6 de maio de 2009

Namoro e Violência




Há muitos anos que se ouve falar de casos onde um cônjuge agride o outro, normalmente por motivos sem qualquer importância, como por exemplo: “o jantar não estava suficientemente agradável”; “a casa estava desorganizada” ou “o dia foi muito stressante”. Basicamente, o agressor apenas “descarrega” as suas angústias e preocupações, na forma de violência, contra o parceiro, que nada fez além de agir como de costume.
Na actualidade a violência em relações amorosas não tem sido apenas a “vilã” no matrimónio, mas tem-se mostrado mesmo nos namoros, e pior, muitos dos casos envolvem meros adolescentes, tanto como vítimas quanto como agressores.
Diversas campanhas têm sido realizadas, pelo governo ou por ONGs (Organizações Não Governamentais), a maior parte delas surgiu em 2006, ano em que se registou a maior ocorrência de casos de violência em namoros, sendo que em 30% (trinta por cento) destes casos envolvia pessoas com idades a volta de 15 (quinze) até os 18 (dezoito) anos.
Podemos questionar a razão pela qual isto acontece, e, possivelmente, consideraremos impossível acreditar que, em pleno século XXI, alguns indivíduos aleguem que imaginavam a violência como uma maneira de provar que são “dominantes” na relação. Mas infelizmente essa é a realidade, segundo a afirmação de Sónia Caridade, psicóloga da Universidade do Minho, co-autora do estudo nacional “Violência nas Relações Amorosas e Comportamentos e Atitudes dos Jovens”, ao jornal Diário de Notícias em 14 de Novembro de 2005. Um dos grandes problemas é que na maior parte dos casos as agressões ocorrem entre intervalos muito curtos, podendo mesmo tornarem-se diárias.
Muitas das vítimas prefere omitir e não revelar seus casos para as autoridades competentes; as razões variam: entre vergonha até ameaças do parceiro que cometeu o delito. Mas, de qualquer forma, o primeiro passo para a resolução deste problema na nossa sociedade é expor-se, revelar quando os seus direitos forem transgredidos, caso contrário será difícil sequer estimar a que nível estes “atentados à paz” estão a ocorrer.
Os diversos agressores, que têm causado tanto sofrimento aos que os amam, necessitavam compreender uma simples mensagem, para que talvez alterassem suas formas de agir: a violência só demonstra fraqueza, não física, mas psicológica.

Osmar Júnior – 11.º M