BATER?! APENAS SE FOR O CORAÇÃO!


segunda-feira, 25 de maio de 2009

Salva pelo amigo...

(Pintura de Nuno Castelo, "Momentos de Civilização"

A violência é das formas mais injustas e cruéis de resolver o que quer que seja. Principalmente entre jovens, enquanto são namorados!
Ana era vítima de maus-tratos por parte do namorado.
Um dia, Ana, ao sair de casa, sentiu que estava a ser observada, mas pensou que fossem apenas “coisas da sua cabeça”… e continuou o seu caminho para ir ter com o seu amigo João, que conhecia desde criança.
Depois de chegar ao local combinado e de cerca de meia hora de conversa, Ana viu aparecer o seu namorado, Pedro.
Quando ela lhe perguntou o que ele estava ali a fazer, ele não disse nada; arrancou-a do lugar onde estava pelos cabelos e começou a puxá-la para a levar para sua casa. Ao ver isto, João socorreu a amiga, espancando Pedro. Ana perguntou a Pedro por que é que ele tinha reagido assim e como é que ele sabia que ela estava ali. Pedro, ainda estendido no chão, disse que tinha contratado um homem para a seguir, para se certificar que ela não cometia nenhuma asneira (denunciar os maus-tratos de Pedro).
Ana não disse mais nada, olhou para João e saíram os dois do local, deixando Pedro estendido no chão.
E se João não estivesse lá? O que é que Pedro teria feito a Ana? Por vezes encaramos a violência no namoro apenas como maus-tratos físicos… mas a perseguição, desconfiança, também são formas de violência.
Por muito que o nosso desejo seja evitar que o “nosso amor” sofra, não podemos ficar caladas, como uma criança pequena com medo de contar aos pais que comeu o último pedaço de chocolate. Devemos sempre denunciar qualquer acção que consideremos violenta e acabar com a ilusão que é a última vez, porque as ‘’últimas vezes’’ vão-se repetindo cada vez mais e deixarão de ser apenas casuais para passarem a fazer parte da vida do casal.

Joana Gabirra - 11.ºF - Escola Secundária Maria Amália Vaz de Carvalho