
1 - Ao longo dos anos, como Presidente do Conselho Executivo, tem assistido a muitos casos de violência no namoro?
R: Não, nem por isso, poucos casos chegam aqui ao conselho executivo. No entanto, apercebo-me que nos últimos dois anos esta situação tem vindo a agravar-se.
R: Não, nem por isso, poucos casos chegam aqui ao conselho executivo. No entanto, apercebo-me que nos últimos dois anos esta situação tem vindo a agravar-se.
2 - Considera que este problema se tem acentuado desde o 25 de Abril a esta parte?
R: Diria que desde o 25 de Abril até hoje passaram-se muitos anos, a nossa sociedade sofreu muitas mudanças, a mentalidade dos jovens é diferente, os interesses mudaram, é-lhes dada mais liberdade; contudo, poderei dizer que nem sempre a aproveitam ou lidam com ela da melhor maneira.
3 - Como lida o Conselho Executivo com estas situações?
R: O conselho executivo apela à atenção dos jovens, realizando campanhas e organizando debates sobre e contra a violência: é muito importante envolver todos os actores educativos e dar visibilidade a este problema. Todavia, não é comum tais situações chegarem ao meu conhecimento, porque os jovens vitimizados provavelmente sentem vergonha de fazer a denúncia, tentando resolver a situação pelos próprios meios. É importante que esse jovens não se sintam sozinhos.
4- Em sua opinião, o que leva os jovens a ser violentos no namoro?
R: Essa é uma questão muito complexa; penso que quando os jovens possuem um carácter violento são violentos por uma razão qualquer, que deve ser resolvida… A violência no namoro é apenas uma parte do problema.
5 - Considera que é mais frequente a violência de namorados para namoradas?
R: Sim, é mais frequente a violência sobre a mulher, isto é, de namorados para namoradas; a igualdade de género é ainda um desafio para a nossa sociedade e essa educação para a cidadania começa por construir-se aqui, na escola.
6 - Que mensagem gostava de transmitir para os jovens namorados?
R: Gostaria de apelar-lhes para que não sejam violentos; a violência não resolve problema algum, bem pelo contrário: agrava. No namoro é necessário: confiança, lealdade, respeito, diálogo, amizade e muito amor!
Entrevista realizada por: Ana Catarina e Pedro Portela 11.ºM