A violência no namoro é um tema que, felizmente, tem vindo a ser abordado em várias notícias, tornando-se, assim, um problema com mais visibilidade no nosso quotidiano.Porém, o que se conclui é que os casos são muito mais do que seria desejável - não sabemos se os casos têm vindo a aumentar, mas, sem dúvida, sabemos que os casos denunciados são cada vez mais. Segundo fontes recentes, 25% dos jovens, dos 15 à 25 anos, ja foram vítimas de violência no namoro. Os rapazes são os que agridem com maior gravidade na chamada “pequena violência”.
A violência na relação inicia-se cada vez mais cedo e desempenha um caminho de instabilidade emocional que irá reflectir-se também nas relações adultas - tais como, insultos, ameaças, empurrões, pressão psicológica, e até mesmo bofetadas, murros, pontapés e agressão sexual. Estas atitudes são desvalorizadas e até desculpabilizadas pelos protagonistas - “ele só fez isso porque estava cheio de ciúmes e descontrolou-se. Foi uma prova de que gosta de mim!”.
Vejamos este caso: A Marta apaixonou-se por um rapaz mais velho do que ela 4 anos. Como era mais nova e menor de idade, assumia como natural a atitude de controlo por parte do namorado: “ele pensava no melhor para mim e protegia-me!”. Deixou, então, de sair com os amigos (porque o namorado a fez acreditar que estes eram má influência para si). Passou a viver em função dele e a anular-se por completo. Era o namorado quem decidia onde iam e a que horas iam. No ano em que entrou para a Universidade, aquilo que era entendido como ciúme de amor passou a ser um ciúme doentio: o namorado mudou-se de malas e bagagens para a cidade onde a Marta ia estudar e controlava todos os seus passos. Durante um ano de namoro, a Marta desculpou e aceitou a postura do namorado, mas agora sentia-se sufocada e não encontrava uma saída. O namorado começou a ser mais violento e agredia-a fisicamente sempre que contrariado.
A violência na relação inicia-se cada vez mais cedo e desempenha um caminho de instabilidade emocional que irá reflectir-se também nas relações adultas - tais como, insultos, ameaças, empurrões, pressão psicológica, e até mesmo bofetadas, murros, pontapés e agressão sexual. Estas atitudes são desvalorizadas e até desculpabilizadas pelos protagonistas - “ele só fez isso porque estava cheio de ciúmes e descontrolou-se. Foi uma prova de que gosta de mim!”.
Vejamos este caso: A Marta apaixonou-se por um rapaz mais velho do que ela 4 anos. Como era mais nova e menor de idade, assumia como natural a atitude de controlo por parte do namorado: “ele pensava no melhor para mim e protegia-me!”. Deixou, então, de sair com os amigos (porque o namorado a fez acreditar que estes eram má influência para si). Passou a viver em função dele e a anular-se por completo. Era o namorado quem decidia onde iam e a que horas iam. No ano em que entrou para a Universidade, aquilo que era entendido como ciúme de amor passou a ser um ciúme doentio: o namorado mudou-se de malas e bagagens para a cidade onde a Marta ia estudar e controlava todos os seus passos. Durante um ano de namoro, a Marta desculpou e aceitou a postura do namorado, mas agora sentia-se sufocada e não encontrava uma saída. O namorado começou a ser mais violento e agredia-a fisicamente sempre que contrariado.
No dia em que a Marta decidiu terminar o namoro, ele ameaçou-a de morte e também que se suicidava. A relação acabou depois de alguns meses de pressão psicológica.
O facto é que, apesar de haver tanta informação divulgada sobre este assunto, “violência no namoro”, as jovens continuam a idealizar o amor incondicional, sem limites ou barreiras e, para elas, o namoro surge também e ainda como uma forma de afirmação social: “prefiro ter um namorado mau do que não ter nenhum!”. São poucas as mulhes ou vítimas de violência que tomam coragem e denunciam os abusos que têm sofrido durante a relação - mas essas poucas, que se afirmam, estão no caminho certo.
Florinda Semião - 11.ºM